quinta-feira, 8 de julho de 2010

Fotógrafa deixa UPPs às pressas com medo do “Rio Pacificado” de Sérgio Cabral


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Tia, tá maluca!? Não tira foto porque ele é do movimento
Bel Junqueira

Eu estava fotografando para uma reportagem sobre um dos projetos sociais que funcionam no Morro do Cantagalo e que já tirou centenas de jovens do caminho da marginalidade, quando fui surpreendida. Eu achava que realmente a Unidade de Polícia Pacificadora havia acabado com o tráfico de drogas na comunidade, pelo menos com a venda ostensiva.

Mas, quando eu apontei minha câmera para dois garotos que empinavam pipas em cima de uma laje, os outros meninos me repreenderam.

– Tia, tá maluca!? Não tira foto deles, não! – gritou um dos jovens do projeto social, que dava entrevista para o repórter do Jornal do Brasil Luis Urjais.

Enquanto os dois garotos da pipa tentavam se esconder de mim, outro menino do projeto social me explicou: – Eles são do movimento (tráfico).

Depois disso, fiquei muito assustada e pedi aos nossos entrevistados que saíssemos dali depressa. Na descida, perguntei se, mesmo com a UPP, o tráfico continuava acontecendo.

Eles disseram que sim e que na comunidade todos sabiam quem eram os vendedores de droga.

Com o estabelecimento dos policiais militares no Cantagalo – e também na vizinha PavãoPavãozinho – o tráfico só abandonou as armas, mas não as drogas.

Segunda-feira, 5 de Julho de 2010

A Declaração de Bens de Cabral tem mais omissões


É nesse “humilde” condomínio em Mangaratiba, que Cabral diz que tem um “sítio” avaliado em R$ 200 mil, conforme consta de sua declaração de bens entregue ao TRE. Ali não tem casa que custe menos de R$ 2 milhões. A mansão de Cabral está avaliada, segundo o jornal VALOR ECONÔMICO, em R$ 4 milhões.

Mas faltaram alguns bens nessa declaração, além do apartamento do Leblon, avaliado em R$ 2 milhões e dos cavalos do filho João Pedro, que ficam na Hípica, e estão valendo em torno de R$ 1 milhão.

No Condomínio Portobello, Cabral tem uma lancha, segundo moradores não custa menos de R$ 500 mil (Ah! Claro! Deve ser emprestada) e 4 cavalos de raça. Deve ter sido esquecimento de Cabral na hora de preencher a declaração.


Em tempo: Uma fonte da Coordenadoria Militar do Palácio Guanabara me informou, que desde ontem, foi reforçada a segurança policial na área do condomínio Portobello, porque Cabral não quer que fotografem sua mansão, ou como ele diz, seu “sitiozinho de R$ 200 mil”.

A mansão de Cabral de Mangaratiba



Parabéns ao jornalista Dácio Malta, que acabou com o mistério sobre a mansão de Cabral, no luxuoso condomínio-resort, em Mangaratiba.

Reparem pelas fotos, se Cabral não está desafiando a tudo e a todos, quando afirma que se trata apenas de “um sítio de R$ 200 mil”. É acintoso, afinal Cabral ganhava R$ 6 mil, como deputado estadual quando comprou o terreno e construiu a mansão, com material todo importado. Uma coisa é certa: Cabral não construiu essa mansão com o salário de deputado.

Duvido que a mídia reproduza as fotos, mas finalmente o mistério está esclarecido. De nada adiantou Cabral mandar reforçar a segurança do condomínio, para impedir que sua casa fosse fotografada. Agora todo mundo vai tomar conhecimento de mais essa mentira escandalosa de Cabral, que configura crime.

Dizer ao TRE e à Receita Federal, que a mansão das fotos, avaliada, segundo o jornal Valor Econômico, em R$ 4 milhões, não passa de “um sítio avaliado em R$ 200 mil” é querer gozar da nossa cara, mas também é crime. Com a palavra as autoridades.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Por que Cabral esconde seu patrimônio?


A reprodução acima é do VALOR ECONÔMICO. Reparem que a mansão de Mangaratiba que eu estimei – ouvindo um corretor de imóveis da região – em mais de R$ 3 milhões, na verdade segundo o jornal especializado em economia está avaliada em R$ 4 milhões. Cabral diz que vale apenas R$ 200 mil e diz que é um sítio e não uma mansão.

E quanto ao apartamento do Leblon, agora cabe uma pergunta que não quer calar? Em nome de quem Cabral colocou o apartamento, que segundo o VALOR ECONÔMICO está avaliado em R$ 2 milhões.

Onde Cabral arrumou tanto dinheiro? O jornalista Dácio Malta, em seu blog, chega a ironizar dizendo que se oferece para pagar cinco vezes o valor de R$ 200 mil, para comprar a mansão vendendo-a em seguida e com isso ficando “trilionário”.

O escândalo da mansão de Cabral em Mangaratiba


O ex-governador Marcello Alencar, em 1998 denunciou que o então presidente da Assembléia Legislativa tinha comprado uma mansão em Mangaratiba, sem ter rendimentos para isso. As obras da mansão de Cabral chamaram a atenção pelo luxo, conforme podem ver na reprodução de representação feita contra Cabral em 1998, junto ao Ministério Público, que sumariamente arquivou a denúncia sem investigá-la.



Hoje, os jornais mostram os bens que Cabral declarou possuir, no registro de candidatura apresentado ao TRE. A mansão, segundo Cabral vale R$ 200 mil. Segundo corretores da região, a “casinha” de Cabral vale mais de R$ 2 milhões.



Trata-se de um escárnio com a população. O Condomínio Portobello é um dos mais luxuosos na região da Costa Verde. Só tem mansões. Agora mesmo, uma mansão do Portobello está à venda, com anúncio na internet. Vejam abaixo, uma mansão vizinha a Cabral, que está sendo vendida por R$ 5,8 milhões porque está mobiliada.

Aliás, a foto de O Globo, edição de domingo é perfeita. Mostra Cabral e sua mulher, a advogada do Metrô, Adriana Ancelmo, no condomínio Portobello, de bicicleta, indo na direção do heliporto, como mostra a placa. É a boa vida de Cabral, às custas do dinheiro público (helicópteros), e de dinheiro que ele recebeu não se sabe como, nem de quem, mas que não tem como justificar que ganhou honestamente (mansão).

A verdade está clara: Cabral acha que está acima do bem e do mal, desafia a Receita Federal, o Ministério Público, a Justiça, a Assembléia Legislativa, enfim, o povo do Rio de Janeiro.

sábado, 3 de julho de 2010

Prefeitura do Rio para de tratar o esgoto das favelas

SERVIÇO FOI INTERROMPIDO EM ABRIL DE 2009 SOB O ARGUMENTO DE QUE AS COMUNIDADES NÃO ARRECADAM IMPOSTOS. UMA PERGUNTA AO SR. EDUARDO PAES: E OS VOTOS DO FAVELADOS, SERVIU PARA ELEGÊ-LO SR. PREFEITO?

Rio - Como se não bastasse o cotidiano de luta contra a violência e a miséria, as favelas do Rio estão sendo vítimas agora da suspensão do tratamento de esgoto sanitário. A prefeitura parou de realizar o serviço em abril do ano passado sob o argumento de que as comunidades não arrecadam impostos e, portanto, não geram recursos para custear a limpeza e manutenção das redes. O abandono atinge mais de um milhão de pessoas — e quase 30% delas são crianças.



Um convênio assinado entre o Município e o governo do estado, por meio da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), em fevereiro de 2007, repassou para a Secretaria Municipal de Habitação (SMH) a responsabilidade do sistema de esgotamento nas áreas de favelas. A prefeitura tem que limpar galerias, cuidar da manutenção em locais já saneados e promover obras necessárias nas comunidades mais precárias.

“A prefeitura quer repassar ao governo estadual a responsabilidade por este serviço. Mas enquanto a intenção não se concretizar, o Município tem a obrigação de fazer a manutenção das redes de esgoto”, afirmou a vereadora Teresa Bergher (PSDB), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal.

Em audiência pública semana passada, na Câmara, o coordenador de obras da SMH, Romério Souza, explicou o o abandono: “A Cedae tem que retomar esta responsabilidade porque a prefeitura não arrecada impostos destas comunidades para custear os serviços”. Questionada sobre a possibilidade de retomar o saneamento das favelas, a Cedae informou que isso está fora de cogitação.

Enquanto o problema se arrasta, quem sofre são os moradores. Na localidade de Cambuci, na Cidade Alta, onde moram quatro mil pessoas, o mau cheiro e a água podre infestam as ruas. “Há 4 anos, faço tratamento de hepatite. Meu médico disse que a contaminação deve ter acontecido pelo fato de eu diariamente enfiar a mão no esgoto para desentupi-lo”, disse o aposentado José Pereira, 47. Mesma situação vive o serralheiro Claudenilson Gonçalves, 44, morador de Santa Edwiges, em Brás de Pina: “Ninguém quer consertar e a gente vive assim: largado. As crianças brincam na sujeira e parecem já acostumadas com isso”.

Mortalidade infantil é 28 vezes maior

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas revelou que a mortalidade entre crianças de 1 a 6 anos é até 28 vezes maior onde não há rede coletora. Falta de coleta e tratamento sanitário aumentam ainda em 30% as chances de grávidas terem filhos mortos.

Na favela de Cambuci, Cidade Alta, os pequenos aproveitam poças de esgoto para brincar. Dos 4 mil moradores, ao menos mil são crianças e adolescentes que convivem com mau cheiro, ratos e insetos. “Dá pena ver a garotada acostumada com sujeira”, lamenta a presidente da associação de moradores de Cambuci, Cida Neves, 48 anos.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Demagogia barata de Eduardo Paes


O prefeito Eduardo Paes inaugurou no sábado, uma creche, no Jacarezinho. Obra nova, tudo cheirando a novo, não visitei o local, mas certamente deve estar tudo arrumado.

Agora, o prefeito pegar o microfone e dizer que está “invertendo a lógica da educação” levando serviços de qualidade aos mais pobres, afirmando que a creche é melhor e tem mais qualidade que “o colégio caríssimo” dos seus filhos é um pouco demais. É demagogia da pior espécie.

E olha que os filhos do prefeito Eduardo Paes estudam num dos colégios mais caros do Rio e do Brasil, só não vou dizer aqui o nome, afinal não vou expô-los, como não gostaria que fizessem com os meus filhos.

Bem, como me contou um repórter que estava presente à inauguração vale o questionamento feito por uma senhora do Jacarezinho, que não agüentou a “conversa fiada” de Paes e soltou a voz: “Prefeito um pai quer o melhor pros seus filhos. Se aqui é bem melhor que o colégio dos seus filhos, bota eles aqui pra estudar”. Paes fingiu que não ouviu, deu as costas e saiu apressado.