
O governador Sérgio Cabral vive repetindo que não tem paciência para despachos administrativos. Diz que é governador e não é papel dele cuidar de questões burocráticas. A falta de interesse e de zelo de Cabral com a administração é pública e notória. Mas o que me surpreende é que não exista ninguém que chegue para Cabral e lhe diga que há decisões que precisam ser tomadas com urgência que dependem única e exclusivamente dele.
Vejam que a tragédia da chuva começou na noite de segunda-feira da semana passada. No dia seguinte, em entrevista por telefone à TV GLOBO, o governador anunciou que iria decretar estado de calamidade pública. Acreditem, só ontem, 10 dias depois, Cabral publicou no Diário Oficial, a decretação de calamidade pública nos municípios do Rio de Janeiro e de Niterói.
Segundo o Ministério da Integração Nacional, só agora, com a publicação do decreto, os moradores que perderam suas casas nas áreas de risco dos dois municípios poderão dar entrada com o pedido de saque dos recursos dos seus Fundos de Garantia.
Existe alguma explicação para Cabral esperar 10 dias para decretar a calamidade pública? Sim, existe. Nos últimos dias, segundo assessores, o governador não tem estado com paciência para despachos administrativos. O decreto está pronto há vários dias, mas faltava a assinatura do governador.
Com isso muitas famílias que perderam tudo, já podiam ter dado entrada na Caixa Econômica, com o pedido de saque do FGTS e na próxima semana estariam recebendo o dinheiro para poderem começar a reconstruir as suas vidas. Mas, Cabral, por omissão, descaso e insensibilidade prejudicou ainda mais essas pessoas.
É mais um absurdo de um governador que não governa, apenas faz marketing e tenta enganar as pessoas.
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